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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dica de Natal 1


   É Natal, é tempo de alegria, festa e tradição. As crianças adoram o Natal, as decorações que embelezam a casa e abraçam o mundo de fantasia que ano após ano vão construindo. 

   Um dia mais tarde recordarão texturas, aromas e 
imagens que os farão viajar à infância. É por isso uma altura importante para que a construção de memórias seja positiva e rica, sem percalços ou acidentes.


terça-feira, 6 de abril de 2010

Andarilhos ou Armadilhas?

Os andarilhos para bebés (voadores, andadores ou aranhas), são equipamentos de puericultura com uma base de suporte e várias rodas, que ajudam os bebés que ainda não andam a deslocarem-se sozinhos sobre o pavimento com o impulso dos pés. Destinados à colocação do bebé em posição vertical, com os pés a tocar o chão, proporcionam-lhe condições de deslocação numa idade em que o desenvolvimento atingido ainda o não permite.

Estes objectos, muito perigosos, são responsáveis por grande número de acidentes entre os 7 e os 15 meses de idade. Nos últimos vinte anos, estatísticas hospitalares, tanto da UE como dos Estados Unidos confirmaram este risco e estudos Australianos revelaram que, em cada três crianças, pelo menos uma virá a ser vítima de um acidente com um andarilho. O Fundo para a Prevenção dos Acidentes com Crianças, do Reino Unido revelou ainda que os andarilhos para bebés provocam mais ferimentos em crianças do que qualquer outro artigo de puericultura. Em Portugal, um estudo piloto da incidência nacional de lesões associadas a Acidentes com Andarilhos levado a cabo pela APSI e Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) em 2005 revelou resultados semelhantes. Em 2009 a Comissão Europeia do Consumidor regulamentou normas de segurança europeia sobre os andarilhos para bebés.

Para além das consequências em termos de acidentes, ficam ainda as de nível desenvolvimental. O bebé está de pé na idade de aprender a rolar, gatinhar e levantar com apoio, etapas naturais, sequenciais e indispensáveis à aprendizagem da marcha.

Um estudo publicado em 2002 no British Medical Journal contradisse que os andarilhos estimulam a aquisição da marcha e um outro da Universidade de Fisioterapia de Dublin demonstrou mesmo o seu atraso.
Em 1995 a Academia Americana de Pediatria recomendou a sua não utilização e em 2004 o Canadá proibiu a sua comercialização sujeitando-a a coima.

Perigosos e totalmente desaconselhados, os andarilhos continuam a ser usados por muitos lactentes cujos pais os compram ou recebem de prenda. Estes encaram-nos como objectos auxiliadores e acham-nos seguros se mantido o uso sob a sua vigilância. Tal não corresponde à realidade e sabe-se que a proximidade do adulto, mesmo que atento, não impede os acidentes pela rapidez com que acontecem. Em cima deles e dando balanço com os pés, o bebé consegue avançar um metro por segundo.

É então importante informar os pais, supremos protectores da criança, sobre a importância da não utilização deste objecto, aconselhando mesmo a sua destruição, no caso de o terem já adquirido ou de lhes ter sido oferecido, para evitar definitivamente que alguma outra criança o possa ainda vir a usar.
Imagem retirada da Internet

quarta-feira, 31 de março de 2010

Síndrome do Bebé Sacudido II

O choro persistente associado a inúmeras tentativas fracassadas para o cessar causa frustração e pode levar à exaustão.


É importante informar os pais acerca do SBS e das estratégias preventivas possíveis. Frente ao cansaço e à sensação de fracasso os pais podem:
- Deixar o bebé no berço e ausentarem-se por minutos, indo até outra divisão da casa,
- Contactar um familiar com quem possa partilhar a sua angústia e/ou pedir auxílio,
- No regresso ao quarto, recordar que o choro é das principais formas de comunicação do bebé e que qualquer pequeno desconforto é demonstrado dessa forma.
O choro do bebé não é propositado, ele apela à contenção e aceitação.
Nos primeiros meses de vida é importante assegurar o apoio cuidadoso da cabeça do bebé.


Imagens retiradas da Internet

terça-feira, 30 de março de 2010

Síndrome do Bebé Sacudido I

O Síndrome do Bebé Sacudido (SBS) é uma forma de abuso infantil com traumatismo craniano ou cervical. Ocorre abaixo dos 5 anos com um pico de incidência entre os 3 e os 8 meses. A Academia Americana de Pediatria defendeu em 2009 a substituição desta nomenclatura para Abusive Head Trauma (AHT) referindo-se apenas ao diagnóstico entre médicos mantendo-se a anterior SBS em termos gerais públicos de forma a aproveitar a grande divulgação já existente acerca deste quadro clínico. A AHT pretende incluir, para além do abanar, o empurrar ou o choque violento da cabeça. As lesões neurológicas podem ocorrer com o simples abanar de forma intensa e continuada como acontece por vezes no embalar, no brincar ao “cavalinho” e no atirar ao ar mas mais frequentemente são o resultado de actos violentos perpetuados por um adulto cuidador incapaz de lidar com o choro persistente da criança. Da mesma forma, sacudir para repreender, para além de ser uma estratégia desaconselhada em termos educacionais, pode magoar gravemente a criança.


As consequências, muitas vezes fatais, são entre outras o edema cerebral, a hemorragia subdural sendo a retiniana muito típica.
O diagnóstico pode ser evidente ou não e qualquer quadro neurológico súbito e inexplicável deve alertar para a sua possibilidade.
A prevenção é a melhor forma de combate alertando os pais para os riscos das brincadeiras acima citadas, informando sobre os riscos de sacudir, empurrar e fornecendo técnicas de lidar com o stress causado pelo choro ininterrupto da criança.

Imagem retirada da Internet

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