segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

À conversa sobre a Intervenção Precoce


Facultar ambientes e atividades interessantes para a criança, leva ao envolvimento necessário à aprendizagem. 

Depois da aquisição do conhecimento, a criança passará, com a repetição, à fluência e manutenção que mais tarde evoluirá no sentido da generalização e adaptação. Por exemplo, no reconhecimento das quatro cores primárias (vermelho, amarelo, verde e azul), primeiro há que iniciar atividades interessantes para a criança com objetos do dia-a-dia, depois intensificar oportunidades desta aprendizagem (refeições, jogos de grupo, atividades ao ar livre, banho) até que haja fluência e manutenção (a criança reconhece as quatro cores em todas as atividades durante todos os dias), para que posteriormente possa generalizar em todos os cenários de vida e adaptar este conhecimento às especificidades das circunstâncias (o vermelho do semáforo, significa paragem).

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Intervenção Precoce na Infância - Estado actual


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A Intervenção Precoce em Portugal está, desde 2009, definida pelo Sistema Nacional de Intervenção Precoce (SNIPI), com um modelo centrado na família. Abandonado o modelo anterior, centrado apenas na criança, propõe um trabalho realizado por equipas multidisciplinares e transdisciplinares, cuja intervenção se baseia no conhecimento de que a criança aprende nas atividades das rotinas do quotidiano, nos contextos naturais de vida, em casa e na escola, melhor do que em sessões especiais, em cenários artificiais, na relação 1:1.
Numa visão ecológica e sistémica, a criança desenvolve-se na relação com a família, adultos e pares, repetidamente exposta a estímulos que levam a ações e respetivas consequências. O ABC do “Embedded Instrution”, que conduz à espantosa melhoria da funcionalidade da criança, traduzido em objetivos para a aprendizagem de alta qualidade.
Do antigo e ultrapassado modelo médico, monodisciplinar e centrado na criança, Portugal evoluiu, orgulhosamente a par da maioria dos países Europeus e dos Estados Unidos, para um novo paradigma assente na transdisciplinaridade, no fortalecimento das famílias e no privilégio das rotinas nos contextos naturais.
* Imagem retirada da Internet

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Depois da birra, como evitar as próximas...

O foco deve ser o comportamento da criança e não a criança; a birra entristece os pais, o amor por ela mantém-se. Para os mais pequenos a linguagem deve ser o mais concreta e objectiva possível. 


sábado, 19 de janeiro de 2013

Dica D.I. de fim-de-semana

Enriqueça a experiência dos seus filhos. Atenção, não é em frente à televisão ou computador... mas sim com a sua ajuda e participação. Actividades relacionais de descoberta da realidade irão fortalecer a actividade imaginativa dos mais pequenos.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Consulta de Psicologia à lupa... Questões práticas


Quase a completar uma década de prática clínica deparo-me diariamente com a falta de informação quanto ao funcionamento da consulta psicológica e psicoterapia.

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A consulta psicológica pode ser pontual, numa situação objectiva onde o sofrimento ou desorganização emocional é decorrente de um acontecimento recente, com por exemplo um luto. No entanto, o mais frequente é iniciar o processo por uma primeira consulta de exploração do motivo e história clínica do paciente. Na consulta com crianças reservamos a parte final para uma conversa a dois, onde se respeita a confidencialidade do acto clínico. Esta deverá ser uma questão a abordar com os pais no início do processo, o nosso paciente é a criança e por isso respeitaremos o sigilo daquilo que nos é confidenciado, com excepção das situações de perigo para a própria e terceiros.

No final da primeira consulta agenda-se a avaliação psicológica para a semana seguinte. A duração da avaliação depende das escalas aplicadas, com crianças é recomendado realizar uma pausa para descanso ou o agendamento de duas sessões de avaliação. Alguns pais estranham nesta consulta não estarem presentes. Pretende-se que a criança não seja alvo de qualquer pressão e/ou encorajamento; a presença dos pais pode promover o desejo de corresponder às suas expectativas falseando os resultados e inibindo a espontaneidade pretendida.

A consulta de devolução dos resultados da avaliação psicológica ou neuropsicológica é realizada na semana seguinte. A criança deverá estar presente na consulta juntamente com os pais ou principais cuidadores. Os resultados são apresentados e explicados contextualizando todos os dados obtidos quer na primeira consulta, quer na avaliação. Alguns pais prefeririam a ausência da criança mas é essencial a sua presença na construção de uma atmosfera de comunicação aberta que não existia anteriormente. Mediante as conclusões obtidas recomendamos ou não o acompanhamento da criança em psicoterapia, a realizar semanalmente. Alguns colegas optam por não ceder o relatório de avaliação psicológica e só o fazem mediante pagamento suplementar; no entanto aquilo que me parece ser mais correcto, e por isso a minha opção, é incluir nesta consulta o relatório que deverá ser conservado dada a sua utilidade em futuras consultas e avaliações. Actualmente a Ordem dos Psicólogos Portugueses disponibiliza aos seus membros vinhetas que deverão ser usadas garantindo que o Psicólogo que avaliou o seu filho é membro desta Ordem e por isso lhe é reconhecida competência para avaliação e acompanhamento. No entanto, o uso da vinheta não é obrigatório pelo que se tiver alguma dúvida não hesite em questionar o número de cédula profissional, nenhum profissional competente e rigoroso lhe irá recusar essa informação.

Habitualmente o valor da avaliação psicológica engloba a consulta de avaliação, a consulta de devolução dos resultados e o relatório datado e assinado pelo profissional de psicologia. Este valor é pago no final da sessão de avaliação assegurando que o trabalho na interpretação dos resultados e redacção do relatório é remunerada caso o paciente desista do processo de avaliação e falte à consulta de devolução dos resultados.

Se se verificar a necessidade de acompanhamento este é iniciado na semana seguinte, habitualmente com frequência semanal mantendo o dia da semana e horário inicialmente escolhido pelos pais. A duração é de 35 minutos, e a esta consulta damos o nome de Ludoterapia. Salvo raras excepções, é muito bem aceite pelas crianças e prolonga-se por cerca de 6 meses altura em que se deverá repetir a avaliação psicológica tendo como objectivo a alta clínica ou o ponto de situação no seguimento, permitindo novas linhas orientadoras do acompanhamento. 

*Imagem retirada da internet

A importância da vinculação segura

Descurar o afecto na relação com o bebé é o maior risco de doença mental. 



Carly's Cafe

Autismo foi o diagnóstico da Carly, a menina que encontrou nas teclas do computador a possibilidade de comunicar com os outros. Hoje existem outras crianças que através da experiência de Carly tiveram a oportunidade de descortinar a sua essência enquanto seres humanos. Os cuidadores, pais e profissionais só podem estar muito gratos pela "partilha da verdade e dos mistérios do autismo". Carly´s Cafe proporciona-nos uma pequeníssima mas valiosa experiência do que é viver nas teias complexas do espectro do autismo.



http://carlyscafe.com/

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