quarta-feira, 31 de março de 2010

Síndrome do Bebé Sacudido II

O choro persistente associado a inúmeras tentativas fracassadas para o cessar causa frustração e pode levar à exaustão.


É importante informar os pais acerca do SBS e das estratégias preventivas possíveis. Frente ao cansaço e à sensação de fracasso os pais podem:
- Deixar o bebé no berço e ausentarem-se por minutos, indo até outra divisão da casa,
- Contactar um familiar com quem possa partilhar a sua angústia e/ou pedir auxílio,
- No regresso ao quarto, recordar que o choro é das principais formas de comunicação do bebé e que qualquer pequeno desconforto é demonstrado dessa forma.
O choro do bebé não é propositado, ele apela à contenção e aceitação.
Nos primeiros meses de vida é importante assegurar o apoio cuidadoso da cabeça do bebé.


Imagens retiradas da Internet

terça-feira, 30 de março de 2010

Síndrome do Bebé Sacudido I

O Síndrome do Bebé Sacudido (SBS) é uma forma de abuso infantil com traumatismo craniano ou cervical. Ocorre abaixo dos 5 anos com um pico de incidência entre os 3 e os 8 meses. A Academia Americana de Pediatria defendeu em 2009 a substituição desta nomenclatura para Abusive Head Trauma (AHT) referindo-se apenas ao diagnóstico entre médicos mantendo-se a anterior SBS em termos gerais públicos de forma a aproveitar a grande divulgação já existente acerca deste quadro clínico. A AHT pretende incluir, para além do abanar, o empurrar ou o choque violento da cabeça. As lesões neurológicas podem ocorrer com o simples abanar de forma intensa e continuada como acontece por vezes no embalar, no brincar ao “cavalinho” e no atirar ao ar mas mais frequentemente são o resultado de actos violentos perpetuados por um adulto cuidador incapaz de lidar com o choro persistente da criança. Da mesma forma, sacudir para repreender, para além de ser uma estratégia desaconselhada em termos educacionais, pode magoar gravemente a criança.


As consequências, muitas vezes fatais, são entre outras o edema cerebral, a hemorragia subdural sendo a retiniana muito típica.
O diagnóstico pode ser evidente ou não e qualquer quadro neurológico súbito e inexplicável deve alertar para a sua possibilidade.
A prevenção é a melhor forma de combate alertando os pais para os riscos das brincadeiras acima citadas, informando sobre os riscos de sacudir, empurrar e fornecendo técnicas de lidar com o stress causado pelo choro ininterrupto da criança.

Imagem retirada da Internet

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pensar os Irmãos III

O relacionamento entre irmãos é provavelmente mais difícil durante a segunda metade do segundo ano de vida do filho mais novo pelo que esta deve ser uma altura de especial atenção.

É importante:
- Manter rituais que facilitam a aproximação dos irmãos (refeições em família, etc);
- Não fazer comparações, isso alimenta confrontos entre filhos. É necessário encorajá-los a pensar na perspectiva do outro “o que achas que ele sente?””e tu como te sentirias?”
- Elogiar a responsabilidade demonstrada quando não foi solicitada;
- Elogiar de forma adequada e em quantidade moderada. É importante que eles próprios saibam ficar felizes com os seus sucessos.
- Que as críticas sejam feitas numa conversa a dois evitando sempre o nunca e o sempre.

“Quanto mais os filhos se sentem seguros com os pais, melhor se relacionam entre eles.” (Teti & Ablard, 1898)

Conhecer e valorizar a individualidade e personalidade única de cada filho é primordial para uma dinâmica familiar satisfatória.
Investir na relação através de actividades em conjunto deve ser uma prioridade para a saúde da vida familiar (conversar, ler, jogar, brincar…).

domingo, 28 de março de 2010

Pensar os Irmãos II

Em primeiro lugar, é fundamental não encobrir a notícia da gravidez e conversar sobre ela mostrando disponibilidade para as questões levantadas pela criança. Caso contrário todas as mudanças comportamentais e físicas, que são naturais, não serão compreendidas.
Preparar a vinda do bebé envolvendo a criança, na decisão da compra do vestuário, na decoração do quarto ou noutras semelhantes resultam como fulcrais.


Quando o parto se aproxima é benéfico explicar com clareza que a ‘mãe tem de ir ao hospital para o bebé sair’. Convém que a criança o percepcione como um acontecimento passageiro com possibilidade de visitas à mãe e ao irmão.
A informação deve ser clara quanto ao que vai acontecer nesse período curto:
com quem e onde vai ficar, como vai para a escola…

Da mesma forma que os pais se adaptam ao novo filho também o irmão necessita do seu tempo.
Uma vez em casa é importante:
- Incentivar a participação da criança nas rotinas e cuidados diários como a preparação do banho, as horas de sono e a explicação das frequentes mamadas e mudas de fralda;
- Não deixar de exercer a disciplina cedendo às birras;
- Não abdicar de tempo de exclusividade com o filho mais velho, nem que seja na hora do conto antes de dormir, aproveitando também os períodos de sono do mais novo.
Imagem retirada da internet

sábado, 27 de março de 2010

Pensar os irmãos I

“Ter duas crianças é muito mais do que ter mais uma!”
(Brazelton & Sparrow, 2005)




Saber como reagir com o primeiro filho quando nasce o segundo é uma preocupação comum à maioria dos pais. Para além da incerteza de que o tempo chegue para cuidar de ambos (apenas com um já é difícil), interrogam-se ainda quanto à qualidade do futuro relacionamento entre os dois. Querem dar-lhes todo o tempo possível mas este escasseia e da relação entre os dois esperam aceitação, afecto e harmonia. Partilhar não é fácil e ainda é mais difícil quando se trata da partilha dos pais e por isso o ciúme é certo e apenas há que esperá-lo não muito exagerado.
Confrontados os pais com estas dúvidas há que aconselhar!

O ajustamento da criança ao novo bebé depende:
- Da sua idade;
- Da qualidade da relação com os pais;
- Da qualidade da dinâmica familiar;
- Do tipo de vinculação;
- Da sua preparação para o nascimento.

Algumas medidas a adoptar e outras a evitar. Adiar ou antecipar decisões importantes para o mais velho como o retirar da fralda, o desmame do biberão ou chupeta e a entrada no infantário é uma boa prática. Estes momentos ‘difíceis’ nunca poderão parecer a consequência da vinda de um irmão, uma punição ou uma troca do amor dos pais. Decisões destas devem ser distanciadas em meses.

quinta-feira, 25 de março de 2010

SOS Pais! Uma dica por semana!

Jogo das moedas!

Este é um jogo que ajuda a melhorar a concentração, a capacidade de sequenciação e a memória!
É um exercício frequentemente utilizado nas consultas de habilitação neuropsicológica e quando praticado diariamente tem resultados muito satisfatórios.


Material necessário:
- Moedas (as de plástico são um óptimo recurso) que devem ser colocadas num tabuleiro;
- Um lenço;
- Um cronómetro ou relógio com ponteiro dos segundos;
- Lápis e papel.

Escolha 3 moedas do tabuleiro (por exemplo uma moeda de 50 cêntimos e duas de 20) e coloque-as numa sequência (ex. 20-50-20). Agora diga à criança “Olha com atenção para as moedas e para a ordem delas”. Depois, tape as moedas com o auxílio do lenço, para que não fiquem visíveis. Nesta altura accione o cronómetro e peça à criança para fazer a mesma sequência usando moedas do tabuleiro. Quando tiver terminado, aponte o tempo gasto e retire o lenço que cobre a sequência feita por si para ver se a realizada pela criança está correcta. Se a sequência não for a certa permita tentativas consecutivas até obter sucesso.
Não esqueça de participar, e pedir ao seu filho que lhe prepare uma sequência para memorizar! O jogo torna-se mais cativante e a criança percepciona-o como um momento de brincadeira.

Pode dificultar gradualmente o jogo, aumentando o número e a variedade de moedas na sequência (1, 2, 5, 10, 20, 50 cêntimos, 1, 2 euros).

Quanto mais jogarem mais notará a melhoria da capacidade de concentração e memória da criança… e da sua também!

Imagem retirada da internet

quarta-feira, 24 de março de 2010

Babywearing

Nove meses dentro da barriga e nove no colo da mãe! O babywearing refere-se ao “carregar” o bebé no colo, habitualmente junto ao peito, utilizando para isso um tecido/pano.
Em muitas culturas esta é uma prática frequente, e surgiu para possibilitar às mães o mesmo nível de actividade diária. Com o bebé ao colo embalam, cuidam e simultâneamente realizam todas as tarefas facilitando a vida quotidiana.


O facto de o babywearing permitir uma atmosfera semelhante à do útero suscitou interesse por parte dos investigadores/pediatras. William Sears, juntamente com Harvey Karp debruçaram-se sobre o estudo dos benefícios deste tipo de prática.
O batimento cardíaco da mãe, a melodia do seu corpo, o aconchego contentor e a posição fetal são características do ambiente intra-uterino que compõem o palco conhecido do recém-nascido que pode ser recriado através do uso do pano.

Com o crescimento e o consequente aumento de peso do bebé frequentemente as mães trocam o colo pelo carrinho ou pela coque o que prejudica o processo de vinculação e a relação. O babywearing permite o contacto, uma proximidade afectiva enriquecedora para ambos.

Benefícios para a mãe:
· Protecção da coluna – quando correctamente colocado o cuidador não sente qualquer tido de desconforto. O mesmo não se verifica com o uso da coque;
· Maior comodidade no transporte do bebé;
· Liberdade ao nível dos movimentos;
· Maior sentimento de segurança;
· Aprendizagem dos sinais do bebé e consequentemente fortalecimento do vínculo;
· Maior privacidade na amamentação;
· entre outros

Benefícios para o bebé:
· Conforto;
· Previne displasias da anca, pelo posicionamento das pernas do bebé, e a plagiocefalia pós natal posicional;
· Acesso visual privilegiado do que o rodeia;
· Tranquilidade e segurança proporcionadas pelo contacto com o corpo da mãe (sons e cheiro);
· Aumento do tempo de vigília tranquila;
· Fortalecimento do vínculo mãe-bebé;
· Necessidades rapidamente satisfeitas (pela melhor compreensão dos sinais por parte da mãe) e consequentemente choram menos;
· Entre outros.


Em Portugal esta prática foi fortemente divulgada pela Zélia Évora através de workshops e dos seus sites:
http://clubedopano.blogspot.com/
http://www.clubedopano.org/
Imagens e video retirados da internet

terça-feira, 23 de março de 2010

Anquiloglossia

A língua, com os seus movimentos, possibilita funções específicas como a sucção, mastigação, deglutição e fala.
Um freio sublingual fibroso e curto, inserido junto à ponta da língua (anquiloglossia) pode interferir com estas funções prejudicando o crescimento e desenvolvimento infantil. Assim, na criança com dificuldade em chegar com a ponta da língua ao lábio inferior ou superior, revelando nessa tentativa um formato típico de coração invertido, está provávelmente indicada a correcção cirúrgica (frenectomia, frenuplastia), procedimento simples efectuado após avaliação em consulta de cirurgia pediátrica.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Jogos didácticos

Nos dias de hoje, em que o tempo passado em família é muito escasso, é fundamental que ele seja enriquecedor, não só fortalecendo as relações parentais mas também estimulando as competências desenvolvimentais da criança.

Brincar com a Matilde estimulando a sua percepção visuo-espacial, apoiar o João na sua dificuldade de planeamento e sequenciação, divertir-se com a Maria ajudando-a a melhorar a memória… não é tão complexo como pode à partida parecer. Hoje é relativamente fácil encontrar jogos didácticos a preços acessíveis com alguma comodidade. Existem centenas de lojas online, com jogos bastante interessantes e que cativam desde logo a atenção da criança.

Por exemplo, na loja Pimpumplay encontram-se uma série de jogos, que se podem pesquisar intuitivamente, consoante a idade da criança e área funcional a que se destina. Tem ainda uma área reservada a produtos de intervenção especializada com materiais direccionados a terapeutas.

Não deixe de espreitar:

http://www.pimpumplay.pt/

http://www.didakto.pt/

http://www.arealeditores.pt/catalogod/

http://www.pititi.com/

http://lojinha.espaco-cucas.com/

Que jogos poderíamos usar para brincar com a Matilde:


Que jogos poderíamos usar para brincar com o João:


Que jogos poderíamos usar para brincar com a Maria:

Imagens retiradas da internet (dos sites acima citados)

domingo, 21 de março de 2010

Plagiocefalia

A plagiocefalia posicional pós natal é uma assimetria craniana provocada pela pressão constante sobre um dos lados do crânio. Surge antes dos 3 meses de idade e mais frequentemente no sexo masculino, no prematuro e gémeos. Depois da Recomendação da Academia Americana de Pediatria sobre a posição de dormir em decúbito dorsal (de barriga para cima) no intuito de reduzir o Síndrome de Morte Súbita do Lactente, houve um aumento significativo desta deformidade o que levou à necessidade de aconselhamento aos pais de medidas preventivas precoces como o posicionamento em decúbito ventral (de barriga para baixo) quando o bebé está acordado, praticado várias vezes por dia (Tummy-time), e a alternância do lado para o qual se vira a cabeça durante o sono.
Nas plagiocefalias graves ou persistentes pode ser necessário tratamento ortésico (capacetes) ou cirúrgico.

Sites de Interesse:

http://www.plagiocephalycare.org/
http://www.cranialtech.com/
http://www.ahead4babies.com/Home/tabid/36/Default.aspx


quinta-feira, 18 de março de 2010

A criança e o sono III

A partir dos três meses não pegue na criança ao primeiro protesto; aguarde que volte a adormecer sozinha.

A partir dos seis meses a criança é capaz de dormir 10 horas seguidas sozinhas, no seu quarto e às escuras.


As sestas deverão ser feitas em ambiente de luz e actividade diurna, de preferência fora do quarto.


Se aos 6 anos a criança não souber dormir é provável que venha a sofrer de insónia, sonambulismo ou outras doenças do sono
.
Imagem retirada da internet

quarta-feira, 17 de março de 2010

A criança e o sono II

Rotinas de adormecimento:
• Banho (divisória entre o dia e a noite)
• Deitar sempre á mesma hora
• Canção ou conto em tom de voz suave e curto (10 minutos)
• Despedida curta e sempre igual (“ toca a dormir”,“dorme bem”; “até amanhã”…)


O que nunca fazer até que adormeça:
• Cantar
• Embalar no berço
• Embalar nos braços
• Dar a mão
• Passear no carrinho
• Dar uma volta de carro
• Deixar que lhe mexa no cabelo
• Dar palmadinhas ou acariciar
• Dar o biberão

Estas atitudes criam no bebé uma rotina de sono totalmente dependente dos pais. Quando acorda durante a noite vai continuar a exigi-las.

A criança deve adormecer sempre sem ajuda e na cama. Nunca esperar que adormeça para deitar ou sair da beira dela.

Nos despertares, se chorar, deve aguardar uns minutos e só depois reconfortar durante breves minutos, não esperando pelo readormecimento.

Imagem retirada da Internet

terça-feira, 16 de março de 2010

A criança e o sono I

A quantidade e qualidade do sono são uma das grandes preocupações parentais. Recusas na hora de deitar, sono leve, agitado e interrompido, muitas vezes com exigência de alimentos, água ou atenção, são comuns nos primeiros anos de vida. No entanto, aos seis meses de idade, o bebé deve ser capaz de adormecer e dormir sozinho oito a dez horas seguidas.

A aquisição de bons hábitos de sono é aprendida e depende da atitude dos pais ao ensinar com segurança e tranquilidade as rotinas adequadas.
Durante os primeiros quatro meses será difícil ensinar mais do que a diferença entre o sono diurno e o nocturno, associando-lhes sempre estímulos externos diferentes como dormir com luz e ruído no primeiro e o oposto, sem luz e sem ruído, no segundo.
Até aos seis meses o bebé deve dormir na sua cama e no quarto dos pais, a partir daí poderá passar para o seu, e fazê-lo sempre em silêncio e com muito pouca luz (luz de presença que permita a vigilância).

Os lactentes são, no geral, avessos às quebras das rotinas diárias pelo que todas as noites se devem seguir sempre os mesmos rituais na hora do deitar.

O horário, entre as 20 e as 21 horas, deve ser sempre mantido, mesmo ao fim de semana, em dia de festa ou durante as férias. O ambiente confortável e calmo do quarto, associado a actividades de relaxamento como o canto em voz suave de cantigas de embalar ou a leitura pausada de uma pequena história após o banho são algumas das regras a aconselhar. Se repetidas todos os dias, sem excepção, estimularão na criança um sono tranquilo, sem oposições ou interrupções.

Estímulos externos relacionados com o dormir, iguais e repetidos, proporcionam a antecipação e induzem a resposta desejada: disponibilidade para o adormecimento sem imposição de atitudes dependentes dos adultos como o pegar, embalar ao colo ou na cama e mesmo passear pela casa.

Elementos externos a associarem ao sono:

- Quarto
- Cama
- Silêncio
- Iluminação mínima que permita apenas a vigilância
- Chupeta (até aso 12 meses)
- Boneco só usado para acompanhar o sono

Quando repetidos sistematicamente todos os dias indicam à criança que é hora de dormir o que a vai tornar receptiva ao adormecimento agora e também nos despertares nocturnos.
*Imagem retirada da Internet

segunda-feira, 15 de março de 2010

O leiteiro vende leite
O padeiro faz pão

A peixeira vende peixe
O carvoeiro o carvão

Para apanhar o peixe, temos o pescador
Mas para cultivar legumes, lavra a terra o lavrador
Para ensinar a ler, já está pronto o professor
Mas se estamos a sofrer, o médico nos tira a dor.

domingo, 14 de março de 2010

Massagem Infantil II

Benefícios da MI para o bebé:
- Psicossociais:
* Criação de laços afectivos e fortalecimento do vínculo pais/bebé
* Reforço da comunicação
* Aumento da auto-estima
* Reforço do sentimento de afecto
- Físicos:
* Alívio das cólicas
* Equilíbrio do sistema imunitário
* Melhoria dos padrões de sono
* Melhoria da percepção do corpo
* Melhoria da digestão
* Favorecimento da libertação da hormona de crescimento (somatotrofina)
* Equilíbrio do Sistema Imunitário (aumenta produção de linfócitos)

Benefícios da MI para os cuidadores/mãe:
- Melhoria da capacidade para perceber as pistas dadas pelo bebé
-Reforço da auto-confiança
-Reforço da comunicação
-Diminuição do stress
-Aumento da produção de prolactina, produção de leite
-Redução da tensão arterial

O curso é composto por 4 a 5 sessões nas quais são ensinadas técnicas de massagem aos pais/cuidadores. A instrutora realiza a massagem num modelo (boneco específico) e os pais acompanham realizando as técnicas no seu bebé.
Em cada sessão é incluída uma nova área do corpo a massajar.
O programa conta com o protocolo das cólicas, muito apreciado pelos pais, a ginástica e a massagem de todo o corpo.
O principal objectivo é transmitir aos pais as técnicas adequadas de massagem para que no seu dia-a-dia possam partilhar com os seus bebés um momento tranquilo recheado de afectividade.

sábado, 13 de março de 2010

Massagem Infantil

“A massagem infantil integra vários elementos da criação de laços afectivos num programa estruturado de interacção entre pais e filhos” (Evans, 1990).

O programa de massagem criado por Vimala McClure baseia-se na massagem indiana, massagem sueca, métodos de reflexologia e posturas de yoga adaptados aos bebés, bem como o protocolo das cólicas para aliviar desconfortos que são típicos nos bebés.
Em 1978 Vimala a pedido de vários pais, começou a ensinar a massagem do bebé e é assim que nasce a IAIM, Associação Internacional de Massagem Infantil. Em 2003 nasceu a APMI, Associação Portuguesa de Massagem Infantil.

É através do ensino da massagem que os instrutores contribuem para que o toque seja valorizado e reconhecido o seu papel na formação e desenvolvimento do processo vinculativo.
Desmistificam os receios do toque e transformam-no num meio favorecido de trocas afectivas e de comunicação. Se a vinculação é primordial também os meios para alcança-la o devem ser; a missão do instrutor de massagem infantil (MI) é reavivar o toque nas famílias que no alvoroço da vida citadina se esquecem de simplesmente tocar e de se deixarem tocar…


A vinculação nasce de uma tendência inata para estabelecer laços afectivos fortes com pessoas particulares (habitualmente os pais) que permitem ao bebé sentir-se protegido e reconfortado e consequentemente seguro para explorar o seu ambiente. Este processo é contínuo e gradual e acompanha o ser humano em toda a sua existência, até porque o bebé de outrora é o pai de agora que cuida e ama. O comportamento de vinculação desenvolve-se lentamente e sob a forma de pequenos gestos, de pequenos toques mas é no somar destes pequenos acontecimentos que se projecta uma enorme afectividade capaz de desenvolver crianças felizes e futuros adultos equilibrados e saudáveis.

A massagem infantil é um momento de interacção carinhosa e calorosa; um lugar seguro para estimular a criança e a descontrair, numa interacção reciprocamente agradável e enriquecedora.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Nutrir...

Imagem retirada da Internet
"Nutrir uma criança sim, mas não só com leite.
É preciso pegar-lhe ao colo.
É preciso acariciá-la.
Embalá-la e massajá-la.
É necessário conversar com a sua pele, com as costas, com todo o seu corpo, que tem tanta sede e fome como a sua barriga."


Shantala - Leboyer, F.



quinta-feira, 11 de março de 2010

ERA UMA VEZ… A DOR

O recém-nascido dormia entretido no seu carro estofado da Chicco. Tinha um belo e robusto rodado, uma alcofa de capota, sacos de apoio e puxador almofadado. Era quente mas pouco arejado… pensava na antiga cama aquática, de tom neutro, quase transparente mas ainda assim opaco, onde durante muito tempo pensava ser a sua definitiva morada.
Foi na luz fina da sala de partos que parou quando abalos sísmicos o empurraram no sentido da descida. Tentara opor-se mas de nada adiantara, a contracção do ninho e a curiosidade tinham-no descontrolado. Rolou e deixou-se levar na vertigem do nascimento; mais tarde viria a comemorar esta data… a da loucura inexplicável de se aventurar na mudança. E era bom estar cá, sentir o cheiro da mãe e sentir o toque das suas mãos, poder sugar o seu leite descorado mas muito, muito gostoso. Revirou um pouco a cabeça; atento, agora já mais acordado, abriu os olhos desalinhados. Alguém falava alto ali perto, Seria quem? A mãe ou a senhora de idade anteriormente agastada na cadeira ao seu lado. Aonde estava? Não percebera nada mas sentia no ambiente duro uma estranheza angustiante que lhe dava vontade de chorar. Tinha, achava, cinco dias e ainda não conseguia entender tudo como queria. Sentia-se aflito e perturbado, longe do coração da mãe. Revia o seio materno e perdia-se na ambivalência do medo da asfixia e do prazer de mamar. Adorava aquele líquido morno que fluía quase como por milagre apenas obedecendo aos seus movimentos rítmicos de sucção… era só dobrar a língua e achatar o bico moldável contra o palato; às vezes era mais difícil, faltava-lhe a prática. Na altura do insucesso tentava melhorar e olhar no rosto da mãe na tentativa da sedução. Alguém voltou a falar alto, chamavam-no? Sentia o perigo à sua volta mas não conseguia evita-lo, os seus membros em teimosa flexão impediam-lhe qualquer coordenação, sentiu falta de forças e o choro saiu-lhe sem querer perdido na ignorância de saber o que fazer. Este lugar seria seguro? Quis voltar ao seu quarto de temperatura constante e luz suave. Não sabia porquê mas esse lugar atraía-o e dava-lhe paz, preferia ficar sempre lá, subir talvez à sala de jantar em tempos esporádicos e horários escrupulosamente convencionados. Mas agora estava ali, na sala de espera do Centro de Saúde, onde iria ser pesado, medido e picado. Não sabia como seria ser-se picado. Iriam despi-lo e rola-lo na mesa fria e na balança gelada? Detestava o desequilíbrio e as arestas do papel amarrotado. Seria só uma coisa pequena, uma beliscadura no calcanhar? Apetecia-lhe mais do que nunca o colo da mãe. Apetecia-lhe ouvir o bater do coração com a face espetada na sua grade costal. Como era bom aquele bater tão rítmico e musical. Assustou-se… ouviu o abrir da porta. Era a sua vez. E lá foi, empurrado e rolando sobre as rodas do seu carro. Lá dentro sentiu-se pegado e despido. Sentiu frio. Sentiu o corpo perdido na nudez e ficou sem limites na alma. Os olhos fecharam-se em lágrimas e os membros agitaram-se-lhe. De repente sentiu uma enorme dor no calcanhar e o sangue soltar-se na ferida espremida. Ai! Mais uma dor no braço e ainda outra. Desatou a gritar, o queixo tremia-lhe e o coração saltava-lhe. Teve falta de ar e concentrou-se no respirar. Queria ser enrolado na manta da avó e voltar ao antigamente, à solidão uterina onde não se lembrava de alguma vez ser dolorosamente estimulado ou ainda de ter chorado.


Fátima Pinto
Texo publicado pelo Instituto de Apoio à Criança (A Dor na Criança - Atendimento de Crianças e Jovens nos Centros de Saúde)
2006

quarta-feira, 10 de março de 2010

TUMMY TIME II!

O “Tummy Time” (TT) é qualquer altura em que se transporta, posiciona ou brinca com o bebé de barriga para baixo.
Pode ser iniciado desde a chegada da maternidade, começando por colocar-se o bebé de barriga para baixo por um curto período de tempo, o qual é progressivamente aumentado até ficar nesta posição pelo menos 10 minutos 3 vezes por dia.
Este momento pode ser fácil ou um desafio para o bebé. Haverá alguns que inicialmente se sentem desconfortáveis mas, progressivamente estimulados, rapidamente aprendem a gostar havendo pequenos truques que podem ser usados para torná-lo mais confortável e fácil:

- O bebé não deve estar com fome ou cansado, nem deve ser colocado nesta posição após a refeição.
- Uma boa altura para o praticar é depois da muda de fralda, segurando bem o bebé para não cair. Ele, nesta posição mais elevada, vai gostar de ver o que o rodeia.
- Uma outra forma de facilitar os movimentos do bebé é posicioná-lo sobre o peito, quando se está em posição sentada e reclinada para trás, ou colocar uma toalha enrolada/almofada debaixo do peito do bebé posicionando os seus braços em cima e à frente.
Actualmente existem no mercado produtos direccionados ao TT.











Imagens retiradas da internet

Nunca se deve deixar o bebé sozinho de barriga para baixo; o “Tummy Time” deve ser sempre supervisionado e com o bebé acordado.

terça-feira, 9 de março de 2010

TUMMY TIME!

DE COSTAS PARA DORMIR; DE BARRIGA PARA BRINCAR!

Desde que se posicionaram os bebés de costas para dormir como principal forma de prevenir o Síndrome de Morte Subia do Lactente, aumentaram as deformações cranianas posicionais (plagiocefalias) associadas muitas vezes ao menos bom desenvolvimento da cintura escapular (ombros e braços). Os bebés passaram a tolerar mal a posição de barriga para baixo e tinham dificuldades em a manter atrasando o apoio nos antebraços e depois nas palmas das mãos.
Por isso se passou a recomendar, quando o bebé está acordado, períodos curtos mas progressivamente mais longos, de tempo passado de barriga para baixo aproveitando-o para estimulação motora e actividades lúdicas relacionais.
Com esta iniciativa, previne-se a deformação da cabeça, estimula-se o desenvolvimento motor, promove-se a comunicação e fortalece-se a vinculação afectiva.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O divórcio

Terça-feira, tarde cinzenta e chuvosa. Uma primeira consulta; motivo: divórcio dos pais.
A Carla é uma menina de 7 anos, esconde um olhar distante, até um pouco desconfiado. Nele carrega o peso das discussões assistidas, no pensamento traz o eco da emoção das palavras incompreendidas, estranhas, que nunca pediu nem quis ouvir.
Do divórcio dos pais, não fala. É mais fácil suportar o desconforto, do confronto dos pais, através do silêncio. Tem duas casas, planeia o seu dia a dia em função disso. À segunda, quando vai à do pai, leva já no saco o equipamento do Ballet que vai usar na quarta-feira e recorda que na quinta não se pode esquecer do livro de exercícios de matemática, no fim de semana é certo que irá praticar. A mãe surpreende-se com a sua organização, com a regra que exige a si própria. A Carla não sabe lidar com o seu limite, impõem a si mesma a perfeição. No divórcio dos pais a perfeição é planificar a semana de forma exímia, é parecer que sempre se viveu assim, que nem uma fase de adaptação foi necessária. Pelas suas palavras, o único senão é mesmo o de não poder estar em dois lugares ao mesmo tempo. Lamenta o período de ausência e o vazio que cria na vida dos pais, não tem consciência que o espaço que não está preenchido é o seu… o de se entregar à alegria do brincar com uma outra menina de 7 anos.
Em casa do pai é-lhe contada uma história e em casa da mãe outra, pergunta-se em qual delas deve acreditar. Prefere interiorizar a dúvida, matar o som, calar as perguntas que surgem no seu pensamento. Os pais, que caminham num luto difícil e prolongado, esquecem-se de cuidar da Carla, não, não se esquecem das refeições, dos banhos, e dos horários da escola. Esquecem-se do colo, de aceitar o momento de silêncio que antecede a partilha.
Na escola, o quadro mantém-se branco, as mesas castanhas e o recreio cinzento. A Mafalda, a amiga que no sábado passado disse que a amava, é uma referência importante mas não é suficiente. A avó aborrece-se com o seu mau humor, questiona-se se será por não gostar dela o suficiente que ao brincar se torna agressiva e exige aquelas brincadeiras tão pouco entusiasmantes.
Hoje, a mãe da Carla tomou uma decisão, empenhar-se no bem-estar da filha, recorreu à consulta psicológica.


Imagem retirada da internet

Quando os cuidadores falham, porque também a sua caminhada está dificultada, há que recorrer ao 4º cuidador, o psicólogo.
A forma como a criança reage ao divórcio depende principalmente de 4 factores:
- Da sua estrutura de personalidade;
- Da relação com cada elemento familiar e da qualidade desta;
- Da duração e intensidade do conflito parental;
- Do suporte prestado pelos pais, bem como da atenção dada às necessidades da criança.
O divórcio dos pais não é um motivo que por si só justifique a avaliação psicológica, mas é importante estar atento às reacções emocionais dos filhos. A comunicação deve ser sempre privilegiada, o melhor suporte é mesmo a abertura para se falar o que se sente e se sentir o que se ouve.

Ana Rita Monteiro

domingo, 7 de março de 2010

SOS Pais! Uma dica por semana!

Cólicas – Como ajudar o seu bebé!

Comece por escolher um espaço tranquilo! Evite um ambiente demasiado estimulante para o seu bebé.

Dê importância aos sons, opte por um CD de ruídos da natureza.

Fale-lhe, não deixe de o fazer mesmo que chore.

Ofereça-lhe a sua chupeta favorita, se não a aceitar não insista.

Massaje-lhe suavemente a barriga fazendo movimentos circulares no sentido dos ponteiros do relógio! Pressione a barriga com a ajuda das pernas, leves pressões ajudam a aliviar o desconforto.
Imagem retirada da internet

Outras dicas:

Se está a amamentar evite determinados alimentos, tais como, café, couve, brócolos, e outros vegetais que possam provocar gases.

Se usa o biberão, tente outros de diferentes formas (por exemplo o frasco curvo), existem tetinas que previnem a entrada de ar enquanto o bebé toma o leite.

Com o seu bebé resultam outras estratégias? Não deixe de as partilhar nos comentários!

sábado, 6 de março de 2010

Um livro para explorar...

From Birth to Five Years
Children's Developmental Progress
Autora: Mary D. Sheridan

Este livro está dividido em duas partes.


A primeira retrata as competências adquiridas em cada faixa etária e é uma secção repleta de ilustrações. É fácil de consultar, caso surja uma dúvida que pretenda esclarecer rapidamente mas é também um livro a ler e reler para consolidar conhecimentos no âmbito do desenvolvimento infantil.


A segunda parte do livro aborda a avaliação do desenvolvimento em todas as áreas; das competências motoras às de audição passando pelo comportamento social, comunicação, etc. Nesta secção também existem ilustrações que permitem exemplificar as variantes e o aumento da complexidade do comportamento da criança.


Existem ainda dois Apêndices. Uma Checklist para detecção dos problemas de audição e outra para os da visão.


O livro, dada a forma como está organizado, proporciona uma leitura fácil e rápida.


Sem dúvida um livro a ter para quem se interessa pelo do Desenvolvimento Infantil... para pais e profissionais de saúde.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O lagarto

Lagarto pintado, quem te pintou?
Foi uma menina que por aqui passou
Lagarto verde, que te esverdeou?
Foi uma galinha que aqui passou

Lagarto azul, que te azulou?
Foi a onda do mar que me molhou

Lagarto amarelo, que te amarelou?
Foi o sol poente que em mim pisou

Lagarto encarnado, que te encarniçou?
Foi uma papoila que para mim olhou

imagem retirada da internet



Cólicas do lactente

As cólicas do lactente são a denominação dada ao choro persistente, entre a terceira semana de vida e os três meses de idade, que não acalma com a oferta de leite, muda de fralda ou o pegar. Este choro inconsolável surge no final da tarde e habitualmente prolonga-se por períodos de três horas.

De origem desconhecida pensa-se que é desencadeada pelo stress e cançaso.

É importante recordar que entre as crises, o bebé está bem, alimenta-se regularmente e o crescimento é satisfatório.

Características principais (Regra dos '3' de Wessel)

- Surge antes dos 3 meses de idade,
- Cada episódio dura cerca de 3 horas,
- Ocorre mais de 3 vezes por semana,
- Prolonga-se durante mais de 3 semanas.
Imagem retirada da internet

quinta-feira, 4 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

SOS Pais! Um conselho...

A melhor chupeta!
A chupeta, denominada em inglês por pacifier, conforter ou smother (calmante, confortante e apaziguadora) tem centenas de anos e é usado em todo o mundo. O seu uso é frequentemente associado ao controlo do choro; as mães vêm-na como auxiliadora, permitindo-lhes acalmar o bebé e organizar as mamadas. Mas a escolha da chupeta tem muito que se lhe diga… Há que saber se é segura.

Na hora de a escolher saiba o que comprar.

Características desejadas:
- Com tetina de silicone até à erupção dentária ou de borracha em qualquer altura,
- Com a forma simétrica em gota,
- De tamanho adequado à idade do bebé,
- Composta por uma peça única ou com união resistente entre a tetina e o disco,
- Com argola ou botão que permita a sua retirada urgente se necessária,
- Sem fios ou correntes,
- Em bom estado e limpa.

Aconselha-se a sua substituição de dois em dois meses, podendo coincidir (para não esquecer) com a troca das escovas dos dentes dos pais.

terça-feira, 2 de março de 2010

Shuffling

O shuffling (natigradação) é uma estratégia aberrante para a marcha sendo a normal o gatinhar. Esta estratégia, considerada uma variante do normal, é preditiva de uma marcha tardia que ocorrerá por volta dos 18 meses. Não tendo significado patológico é habitualmente familiar.


Vídeo retirado do youtube

segunda-feira, 1 de março de 2010

Exame Neurológico do Recém Nascido por Fátima Pinto

Iniciamos hoje a partilha de alguns vídeos utilizados em formações, seminários, workshops, etc...

Esperamos que vos sejam úteis!


Vídeo I



video


Importante: Caso pretenda utilizar este vídeo agradecemos pedido via e-mail.

Disponível também no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=XV_sI8odL3w

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